Atenção: Quase metade dos municípios brasileiros está em alerta ou risco
Dengue: quase metade dos municípios brasileiros está em alerta ou risco, e condomínios devem reforçar a prevenção
Levantamento divulgado pelo Ministério da Saúde em outubro aponta que recipientes com água acumulada continuam entre os principais criadouros do mosquito Aedes aegypti.
A aproximação do verão e o aumento das temperaturas reacendem a preocupação com a proliferação do mosquito Aedes aegypti, responsável pela transmissão da dengue, chikungunya e zika. Em levantamento divulgado pelo Ministério da Saúde em 7 de outubro de 2026, aproximadamente metade dos municípios brasileiros avaliados apresentou índices classificados como situação de alerta ou risco para a presença do vetor.
Os dados fazem parte do segundo ciclo do Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa), realizado entre maio e agosto deste ano. Dos 3.732 municípios que forneceram informações, 49,2% apresentaram indicadores preocupantes.
Apesar da redução nacional dos casos de dengue em 2026, o cenário exige atenção preventiva, principalmente em ambientes com grande circulação de pessoas e estruturas compartilhadas, como condomínios residenciais e comerciais.
Áreas comuns podem concentrar criadouros
Segundo o levantamento, 42,3% dos criadouros identificados estavam em recipientes como vasos, pratos de plantas, garrafas e outros objetos capazes de acumular água.
Reservatórios, incluindo caixas-d'água e tonéis, representaram 26,1% dos focos, enquanto pneus e resíduos sólidos corresponderam a 23%.
Nos condomínios, essas situações podem ocorrer em jardins, áreas de manutenção, espaços de armazenamento, coberturas e locais destinados ao descarte temporário de materiais.
O problema não se limita às áreas comuns. Varandas e espaços privativos também exigem atenção, tornando necessária a colaboração dos moradores com as ações de prevenção.
Zeladoria e manutenção têm papel importante
A administração condominial pode incorporar verificações preventivas às atividades rotineiras de manutenção e conservação dos empreendimentos.
Entre os principais cuidados estão a inspeção de calhas, a conservação de ralos, a verificação das condições de fechamento dos reservatórios e o descarte adequado de materiais que possam acumular água.
A atuação dos profissionais responsáveis pela manutenção deve observar as atribuições de cada função e as condições adequadas de segurança durante as atividades.
Também é importante comunicar os moradores sobre os cuidados necessários dentro das unidades, estimulando uma participação coletiva no combate aos criadouros.
Redução dos casos não elimina a necessidade de cuidados
Até 26 de setembro de 2026, o Brasil contabilizava aproximadamente 470,5 mil casos prováveis de dengue, uma redução próxima de 70% em relação ao mesmo período de 2025, quando haviam sido registrados cerca de 1,5 milhão.
Embora os indicadores demonstrem uma queda expressiva, o Ministério da Saúde destaca a importância de manter ações preventivas diante das condições climáticas previstas para os próximos meses.
Para os condomínios, a prevenção deve fazer parte da rotina administrativa durante todo o ano, especialmente nos períodos que favorecem a reprodução do mosquito.
A adoção de medidas simples, quando realizadas de maneira contínua, contribui para a proteção da saúde dos moradores, trabalhadores e visitantes, além de fortalecer a responsabilidade coletiva na conservação dos ambientes condominiais.
Fonte: Ministério da Saúde — Levantamento LIRAa, publicado em 07/10/2026.