Troca de síndico sem transição adequada pode gerar riscos jurídicos e financeiros
A mudança de síndico é um momento natural na vida do condomínio, mas quando ocorre sem um processo de transição estruturado, pode gerar sérios problemas. Informações importantes podem se perder, prazos podem ser esquecidos e decisões equivocadas podem ser tomadas por falta de histórico.
Contratos em vigor, ações judiciais em andamento, obrigações trabalhistas, compromissos financeiros e documentos fiscais precisam ser devidamente repassados ao novo gestor. A ausência dessas informações compromete a continuidade da administração e expõe o condomínio a riscos desnecessários.
Além disso, a falta de transição pode gerar conflitos entre gestões, dificultando a apuração de responsabilidades e abrindo espaço para questionamentos futuros. Em alguns casos, problemas só são descobertos meses depois, quando já não há mais como corrigi-los de forma simples.
Por isso, é recomendável que o condomínio adote procedimentos mínimos de transição, como relatórios de gestão, entrega formal de documentos e acesso organizado às informações. Uma mudança bem conduzida fortalece a governança e garante segurança administrativa ao condomínio.