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Condomínios podem aderir ao mercado livre e a tecnologias para economizar energia

Condomínios podem aderir ao mercado livre e a tecnologias para economizar energia

Imagem de Freepik

 

Diante dos aumentos constantes de energia elétrica, os Condomínios estão em busca de fontes alternativas para reduzir os custos das cotas condominiais e  uma das alternativas é aderir ao mercado livre de energia e utilizar mecanismos tecnológicos de controle dos gastos.

Essa facilidade, que era antes restrita a grandes consumidores de energia elétrica (fábricas, grandes corporações, entre outros), agora chega aos Condomínios através da Geração Distribuída, modalidade cada vez mais crescente, já amplamente explorada nos estados de Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, entre outros.

A LUZ, fornecedora digital de energia elétrica, que atua em 234 cidades de abrangência da CPFL Paulista, passou a oferecer aos seus clientes serviços que garantem a redução de até 30% da conta de energia elétrica mensal.

A tendência é de aumento da adesão a fontes renováveis e as novidades tecnológicas. O CEO da LUZ, Rafael Maia, explicou à reportagem do Sindicond como funciona esse sistema e as vantagens sobre o modelo convencional.

 

“O mercado de energia solar chega como uma maneira de oferecer um desconto de até 20% para os condomínios no mês seguinte à migração e sem a necessidade de fazer nenhum investimento em infraestrutura, além de funcionar para Condomínios verticais e horizontais. E a LUZ traz muitos benefícios e inovação na relação com o consumidor. Para começar, levamos energia solar, ou seja, 100% renovável, e que gera uma fatura mais barata do que a do modelo tradicional”, contou o CEO.

Maia também destacou que por meio do aplicativo da empresa os Condomínios conseguem entender os gastos em tempo real e até avaliar se estão usando a energia elétrica de maneira consciente.

“Esta mentalidade se enquadra nos novos Condomínios e também nos que estão se remodelando para as novidades que estão aí, tanto tecnológicas como de sustentabilidade. Muitos, por exemplo, já estão se adequando para abastecimento de carros elétricos, que requerem estacionamentos de recarga com melhor custo-benefício”, revelou o CEO da Luz.

“De fato, os Condomínios estão muito preocupados em reduzir os gastos fixos, como a conta de energia elétrica. E os Síndicos devem acompanhar as inovações tecnológicas, em especial aquelas de fontes renováveis, sem danos ao meio ambiente. Mas a nossa orientação é sempre analisar os custos e benefícios e avaliar com calma os orçamentos, para garantir as melhores escolhas", disse o presidente do Sindicond, José Luiz Bregaida.

 

Energia é fornecida por fazendas solares

Outro fator que reduz e impacta o valor da fatura é que a companhia fornece a energia por meio de fazendas solares, que têm um custo menor que o das distribuidoras.

Os consumidores que migram para a LUZ têm um novo modelo de consumo, calcado em dois pilares: tecnologia e sustentabilidade.

Ao aderir aos serviços da fornecedora digital de energia, o novo cliente garante um desconto imediato sobre o valor de sua fatura. Isso porque a energia injetada na rede da distribuidora local é solar, além de ser 100% renovável, e, por isso, é mais barata.

A LUZ é uma empresa que investe em fazendas de energia solar para atender seus clientes. Essa premissa está alinhada aos compromissos do Acordo de Paris, do qual o Brasil é signatário e que prevê medidas contra as mudanças climáticas do planeta, informou a empresa.

A energia produzida na Fazenda Solar em Ribeirão Bonito (SP) chega até os clientes por meio das redes de transmissão das concessionárias já estabelecidas, o que dispensa novos custos de estrutura.

A Fazenda Solar tem 150 mil metros quadrados e evita que 560 toneladas de CO2 sejam emitidos à atmosfera. Outras fazendas estão em fase final de construção. A previsão é que estejam em operação em diversas regiões do país 50 fazendas solares até o final de 2024.

 

 

Medidores fazem acompanhamento do consumo em tempo real

A empresa informou que se utiliza de inteligência artificial em medidores inteligentes que permitem o acompanhamento do gasto de energia por equipamentos em tempo real.

Assim, o consumidor pode gerenciar o uso da energia de maneira racional e adequada à sua realidade.

 

 

Aplicativo também ajuda no controle da energia elétrica

Os custos com energia podem ter uma redução ainda maior com a utilização de uma ferramenta ofertada gratuitamente pela empresa. Trata-se de um aplicativo que usa a Inteligência Artificial para mostrar ao cliente como está o consumo de energia em tempo real.

Um medidor inteligente, instalado no painel de energia do Condomínio e das unidades domiciliares, é conectado à internet e a sensores que identificam o comportamento de cada equipamento elétrico.

Os dados são transformados em gráficos que podem ser visualizados pelo App LUZ. Esse monitoramento permite ao consumidor fazer a gestão do uso e horários de energia para diminuir o valor da fatura no final do mês.

“Nós fornecemos gratuitamente a ferramenta para auxiliar cada família a gerir e otimizar o consumo da energia. Em breve, teremos dicas personalizadas, já que o aplicativo estará sempre em constante evolução”, informou Alfredo Silva, sócio fundador da LUZ.

 

 

A empresa se destaca no mercado por ser pioneira no fornecimento de um aplicativo gratuito que ajuda o consumidor a acompanhar consumo de energia dos equipamentos domésticos.

Para Rafael Maia, CEO da LUZ, o mercado pede inovação, tanto no relacionamento com o cliente como no desenvolvimento do setor. “Nosso aplicativo está alinhado à tendência global de consumo consciente. Queremos garantir que a jornada do consumidor seja surpreendente em todos os aspectos, incluindo seu engajamento na visão de um planeta mais sustentável”, conclui o executivo.

 

 

Tendência é aumentar fontes alternativas

Representante da Luz em Sumaré e região, Mauro Pereira, da Casaverde Soluções, acredita que haverá crescimento dessas fontes alternativas.

 “A resolução da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) de 2012 regulamenta a geração distribuída, que viabiliza a geração própria de energia e distribuição dessa energia com a rede. Atualmente, existem inúmeras usinas (eólicas, fotovoltaicas, entre outras) que geram energia com o fim de injetar para outros clientes. Esse número aumenta a cada ano”, explicou Pereira.

 

Regulamentação foi feita há quase 11 anos

Desde 17 de abril de 2012, quando entrou em vigor a Resolução Normativa Aneel nº 482/2012, o consumidor brasileiro pode gerar sua própria energia elétrica a partir de fontes renováveis ou cogeração qualificada.

Pode até mesmo fornecer o excedente para a rede de distribuição de sua localidade, para posterior compensação do consumo de energia.

Esse processo é conhecido como Microgeração e Minigeração Distribuídas de Energia Elétrica – MMGD e do Sistema de Compensação de Energia Elétrica – SCEE, inovações que aliam economia financeira, consciência socioambiental e autossustentabilidade.

As regras aplicáveis à MMGD foram alteradas pela Aneel, por meio das Resoluções Normativas nº 687, de 24 de novembro de 2015, e nº 786, de 17 de outubro de 2017.

Nova atualização foi realizada por meio da Resolução Normativa nº 1.059, de 7 de fevereiro de 2023. Esse Ato promoveu adequações dos regulamentos da Aneel às disposições da Lei nº 14.300, de 7 de janeiro de 2022, bem como aos estudos promovidos desde 2018, além de consolidar as condições gerais de fornecimento de energia (Resolução Normativa nº 1.000/2021).

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