São Paulo discute novas metas para gestão de resíduos e condomínios podem contribuir com propostas
Consulta pública do Governo Estadual recebe sugestões até 13 de novembro e aborda coleta seletiva, reciclagem, descarte de materiais e sustentabilidade nos municípios paulistas.
A gestão dos resíduos sólidos no Estado de São Paulo está passando por uma nova etapa de planejamento. O Governo paulista abriu uma consulta pública para revisar o Plano Estadual de Resíduos Sólidos (PERS), documento que estabelecerá diretrizes e metas para o gerenciamento de materiais descartados nos próximos 20 anos.
A iniciativa, coordenada pela Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), permite que cidadãos, empresas, municípios e entidades apresentem contribuições até 13 de novembro de 2026.
A proposta contempla 38 metas distribuídas em 13 áreas temáticas, incluindo coleta seletiva, reciclagem, economia circular, logística reversa e gerenciamento de resíduos da construção civil.
Condomínios participam diretamente da rotina de descarte
A discussão possui relevância para os condomínios residenciais e comerciais, responsáveis pela organização do descarte de materiais produzidos diariamente nas unidades e nas áreas comuns.
Papéis, embalagens plásticas, vidros, resíduos orgânicos e materiais provenientes de pequenas reformas exigem procedimentos adequados de separação e armazenamento.
Nos empreendimentos com grande quantidade de moradores, a organização dessas atividades também influencia o trabalho de zeladores, funcionários da limpeza e equipes responsáveis pela coleta.
A ausência de procedimentos claros pode provocar acúmulo de materiais, problemas de higiene e dificuldades no recolhimento dos resíduos.
Estado registra milhões de toneladas de resíduos anualmente
Segundo os dados divulgados pela Semil, São Paulo produz aproximadamente 15,5 milhões de toneladas de resíduos sólidos urbanos por ano.
Além disso, são geradas cerca de 27,6 milhões de toneladas de resíduos da construção civil, demonstrando a dimensão dos desafios relacionados à destinação desses materiais.
O planejamento estadual busca aprimorar os sistemas de gerenciamento, estimular o reaproveitamento e fortalecer ações de redução dos impactos ambientais.
Para os condomínios, o debate também chama a atenção para a necessidade de organizar os resíduos provenientes de reformas e intervenções prediais, observando as normas municipais e as responsabilidades específicas pela destinação.
Audiências públicas ampliam a participação
O Governo de São Paulo programou duas audiências públicas para discutir a revisão do plano.
A primeira foi marcada para 4 de novembro, em formato virtual, enquanto a segunda está prevista para 5 de novembro, presencialmente, na sede da Semil, na capital paulista.
A participação da sociedade permitirá apresentar sugestões relacionadas às dificuldades enfrentadas pelos municípios e aos procedimentos de coleta e destinação dos resíduos.
Gestão condominial poderá acompanhar futuras mudanças
Embora a revisão do plano não represente a criação imediata de novas obrigações para os condomínios, suas diretrizes poderão influenciar políticas públicas de coleta, reciclagem e gerenciamento de resíduos nos municípios paulistas.
A implementação de medidas específicas dependerá dos instrumentos legais e administrativos aplicáveis.
Para síndicos e administradoras, acompanhar esse planejamento é uma oportunidade de antecipar discussões sobre sustentabilidade e avaliar procedimentos internos de descarte.
A separação adequada dos materiais, a orientação aos moradores e a organização dos espaços destinados aos resíduos contribuem para melhorar a conservação das áreas comuns.
A revisão do Plano Estadual de Resíduos Sólidos reforça a importância de integrar a sustentabilidade à rotina administrativa dos condomínios, conciliando conservação patrimonial, responsabilidade ambiental e participação coletiva.
Fonte oficial - Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística de São Paulo — 19/10/2026