Alerta aos Condomínios sobre golpe da fraude de ata de assembleia
Fernando Gonzaga/Prefeitura de Ribeirão Preto
A diretoria do Sindicond demonstra preocupação com a aplicação de um novo golpe na praça contra os Condomínios. Trata-se da falsificação de ata de assembleia por golpistas para comprar materiais de construção sem pagar.
A reportagem foi veiculada pela Record TV Interior SP no YouTube. A vítima foi um condomínio no Jardim Paulista, em Ribeirão Preto.
O prejuízo fica com as lojas de materiais de construção, mas os Condomínios precisam se blindar para evitar ser vítimas de tais golpes ou até mesmo condenados para garantir o ressarcimento dos prejuízos.
A compra foi feita mediante emissão de boleto bancário. Então, um morador de Condomínio recebeu uma cobrança de compra de material de construção e alertou a Síndica do Condomínio. Desta forma, foi descoberta a fraude.
Os estelionatários tiveram acesso a ata da assembleia de julho do Condomínio, que aprovava a troca do piso da área externa.
Só que os golpistas fraudaram o documento e trocaram o nome do síndico, sub-síndico e conselheiros para aplicar os golpes, que totalizaram mais de R$ 200 mil.
A partir de outubro, o Condomínio começou a receber cobranças para pagamento de materiais de construção que não havia adquirido. A compra foi feita pela internet e por aplicativo de mensagens.
Essas empresas que forneceram os materiais são de Atibaia, Diadema e Indaiatuba, em São Paulo, e Contagem, em Minas Gerais.
Como a advogada do Condomínio informou na reportagem, as atas das assembleias são documentos públicos, para conhecimento do poder público e também dos Condôminos. Porém, têm sido usadas para lesar empresas.
Esse também é um alerta para as empresas tomarem cuidados antes de efetuar a venda.
Sindicond faz algumas recomendações aos Condomínios:
- Registrar boletim de ocorrência na Polícia Civil para apuração dos fatos;
- Juntar provas para o Condomínio evitar ser alvo de processo com pedido de indenização, como notas fiscais das vendas, vídeos com as gravações das lojas mostrando a retirada dos materiais, cópia do documento do motorista que retirou os materiais nas lojas e a cópia da ata fraudada;
- Cabe à empresa solicitar ao Cartório a certidão de inteiro teor e breve relato, para analisar o histórico do Condomínio e confirmar o nome do responsável legal.