Como saber se o seu pet está com otite canina
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Qual tutor nunca observou seu cão balançando e coçando as orelhas? No entanto, se esse comportamento acontece de forma prolongada é bom ficar atento, pode ser sinal de que o pet está com otite.
A doença é caracterizada pela inflamação nas orelhas, mais propriamente no conduto auditivo, e é uma das reclamações mais recorrentes nas clínicas veterinárias, por apresentar particularidades como: dificuldade na prevenção, no tratamento e na eliminação das causas que levam às reincidências.
Por isso, muitos tutores têm dúvidas sobre como prevenir e tratar a otite canina. Pensando nisso, o médico veterinário e gerente técnico da unidade Pet da Ceva Saúde Animal, Claudio Rossi, respondeu as principais questões dos tutores sobre o tema.
Confira:
Por que as otites são comuns nos cães?
Essa inflamação é muito comum nos cães devido à anatomia do animal, que tem um canal auditivo comprido e fechado, em forma de “L”, o que facilita o aparecimento e a replicação de ácaros, fungos e bactérias. Embora seja mais comum nos cães, as otites também podem ocorrer nos gatos.
Por que algumas raças apresentam o problema com mais frequência?
Devido ao formato da orelha e do conduto auditivo, algumas raças com as chamadas orelhas pendulares, ou seja, orelhas caídas, são mais propensas ao desenvolvimento de otites, pois sua anatomia obstrui a entrada de ar e dificulta a secagem adequada do canal auditivo. Algumas raças como Basset Hound, Beagle, Cavalier King Charles, Cooker Spaniel Inglês e Americano, Golden Retriever e Labrador, entre outras, costumam ser mais afetadas pela otite.
O que causa a otite canina?
A otite pode ter origem em diversos fatores, entre eles a excessiva produção de secreção (cerume), proliferação de bactérias, fungos, presença de ácaros, doenças de base, particularmente as alergias, que podem inflamar e estenosar (hiperplasiar) as orelhas, ou até mesmo a presença de pólipos, tumores, ou ainda objetos introduzidos no conduto auditivo. Embora tenha origem multifocal, uma coisa é certa: ela provoca dor, incômodo e pode estimular o surgimento de problemas ainda mais sérios para o pet.
Quais são os principais sintomas?
Dependendo do tipo da otite, os sintomas podem variar. Mas, existem algumas manifestações mais clássicas, como: coçar a região da orelha com as patas ou esfregando-as no chão, balançar a cabeça com frequência, sensibilidade ao toque na região, cheiro forte nas orelhas, vermelhidão local (eritema) e excessiva produção de secreção (cerume). Menos comumente, o animal pode apresentar dificuldade de deglutição, surdez, e até alterações neurológicas.
Como prevenir?
A melhor maneira de prevenir a otite é higienizar a área das orelhas dos cães com o uso de algodão e loções especiais para a limpeza, mantendo-as sempre secas e em condições ideais de umidade. No momento do banho é preciso atenção redobrada para proteger a área evitando a entrada de água no local. Também é muito importante levar os cães ao veterinário para check-ups regulares.
É possível tratar o problema em casa?
Não! Ao suspeitar que o pet está com otite o tutor deve levá-lo ao veterinário. O profissional será responsável por diagnosticar o problema e indicar o tratamento adequado. Jamais tome decisões precipitadas, como aplicar soluções no animal sem a prescrição de um médico veterinário, isso pode agravar ainda mais o quadro da doença.
Fonte: Ceva Animal